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Meu filho chupa o dedo

Meu filho chupa o dedo

2020-03-02

Logo na maternidade, colocamos uma chupeta nele. Orientação do pediatra, orientação da família toda. Rapidamente tinha chupetas em todos os cantos da casa, os prendedores mais lindos do mundo e todo mundo colocando uma chupeta na criança. Não lembro o dia que percebemos o dedo na boca. Pode ter sido aos 2 ou 3 meses, ou mesmo antes. Tirávamos. Na consulta do pediatra, ele disse algo como: “Tira o dedo! Coloca a chupeta, pois a chupeta a gente tira depois e o dedo não”. Na rua, as pessoas nos paravam. Cada uma com uma opinião. Algumas achavam bonitinho, outras vinham com histórias de “fulano chupa o dedo até hoje” ou “beltrano teve que usar aparelho desde os 2 anos de idade” - coisas assim. Na medida que o Raul foi crescendo, o dedo na boca se tornou ainda mais presente. Toda vez que vem no colo (ele ama um colo!!), quando está na cadeirinha do carro, quando chega em um lugar desconhecido, quando está vendo desenhos. O dentista, na primeira consulta (quando nasceu o primeiro dentinho), já disse: “tá entortando os dentes! Tem que tirar esse dedo urgente”. Num outro dia, o pediatra orientou a dar coisas pra ele segurar, ocupar a mão dele. E começamos: quando vamos pra escola, peço pra ele levar algo - assim ele anda sem chupar o dedo. Às vezes é só uma sacolinha vazia de mercado, a qual inclusive ele aprendeu a colocar no braço pra poder ter a mão livre e, sim, chupar o dedo. No carro, peço pra segurar um bichinho. Às vezes funciona, nem sempre. Não desistimos da chupeta. Estes tempos, já perto dos 2 anos, ele resolveu pegar. Mas aí uma só não bastava. Começou a querer usar duas por vez. Um belo dia chegou a querer colocar três. Ou melhor, conseguiu. O que percebemos é que ao invés dele trocar um hábito pelo outro, ele estava incluindo MAIS UM na sua vida. Então, confesso, paramos de insistir. Até porque quando ele estava andando com duas chupetas na boca, a opinião alheia era/ é ainda mais constante. E pasmem: uma senhora chegou a pedir pra tirar foto dele! Não deixei. Too much. Raul está com 2 anos e meio. Dentinhos tortos, dedo machucadinho e uma cicatriz no joelho pois estava correndo com a mão na boca... nem isso fez parar. Quando alguém pergunta deste machucado, ele responde que caiu e tinha dedo na boca. Não fala isso orgulhoso, fala com leve vergonha (ou talvez seja a visão da mãe aqui). O que me deixa mais impressionada é a quantidade de pessoas perguntando “ele chupa o dedo?” e tem dias que dá vontade de responder “não tá vendo?”. Colocar pimenta? Não vou. Amarrar o dedo? Tampouco. Castigar? NOPE. Transformar minha vida num caos? Nem pensar. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, apesar de natural, o hábito de chupar o dedo pode gerar problemas fisiológicos, estéticos, emocionais e até de convivência em sociedade. De acordo com pesquisas zero credibilidade que fiz no Google, crianças chupam o dedo por muita insegurança, porque não foram amamentadas suficientemente no peito, por falta de educação dos pais e responsáveis ou até por falta de carinho e amor. Na farmácia tem produtos que 'garantem parar i-me-di-a-ta-men-te o hábito de chupar o dedo". No facebook tem grupos de apoio às mães e no youtube tem vídeos 'bizarros' ensinando técnicas pra prender a mãozinha ou receitas milagrosas pra passar no dedo enquanto eles dormem. Fato é que não faz bem. Mas outro fato é que ele adquiriu este hábito inconscientemente, ou seja, ele não tem culpa. E nós tentamos tirar. Tentamos e falhamos. O que fazemos hoje é ir conversando e torcendo que ele entenda logo que não faz bem, não é bonitinho, é anti-higiênico, perigoso e deixa a mão sempre fedida. A gente também fica de mãos dadas quando estamos vendo TV pra ocupar a mão. Mostramos a diferença dos dedinhos - o que ele chupa dos demais - e fazemos comparações como “já viu que nenhum moço grande (ou o homem aranha rsrs) chupa o dedo?”. Sem estresse, sem brigas. Se alguém tiver uma sugestão nada agressiva e que venha a ajudar, agradeço muito. Senão, um pedido de coração > que parem as opiniões pois acredito que só nos resta esperar. *Considerações a quem possa interessar: o Raul mamou no peito, exclusivamente leite materno, até um ano de idade. Não era livre demanda, era de 3 em 3 horas, com intervalo de 6 horas a noite até 3 meses e depois de 9 horas. by tata
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