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#falacuradora > a escolha do nome do Raul

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2020-08-28

Desde criança sempre achei que teria uma Júlia. Era o nome das minhas bonecas, é um dos nomes mais lindos pra mim. Mas quando a gente engravida, primeiro não escolhemos o sexo e, depois, o filho não é só nosso.
 
Eis que engravidei. Logo pensei: lá vem a Júlia. Achava que era menina, só me imaginava mãe de menina, num universo cheio de laços e rabicós, vestidos e pompons. Mas assim que a gravidez se concretizou na minha cabeça, só pensava ‘tanto faz, importante que tenha saúde’.
 
Algumas amigas (oi, Marcela!) achavam que seria menino. Meu irmão estava grávido na mesma época (são cerca de 45 dias de diferença dos primos) e tinha acabado de saber que seria menino. Tem também meu irmão mais novo, o Davi, na época com 2 anos. “Se for menino, que turma” - pensei. E foi! E é.
 
Confirmado o sexo do baby, pensei: Felipe. Meu marido disse não. Guilherme. Não. Bernardo. Não também. Para cada nome, uma justificativa. Até que um dia, ouvi uma pessoa desconhecida chamar uma criança: Raulll.
 
Minha barriga tremeu. Fez algum sentido. Sei lá por quê. Cheguei em casa e disse pro Daniel, meu marido: “Raul?!”. Foi o primeiro nome sem um não.
 
Começamos a conversar sobre o assunto. “Raul é um nome curto”, ponto. “Raul não tem apelido”, outro ponto. “Raul é forte!”. “Raul é luar ao contrário” - com isto, só eu me emocionei.
 
Partimos para ver os Rauls que conhecíamos: só lembramos de pessoas legais e do bem. Ponto.
 
Isso era maio. Não contamos pra ninguém até batermos o martelo no final de junho. Dentro de mim já era Raul, só faltava mesmo oficializar. Em 18 de setembro de 2017, ele nasceu: Raul Mainardes Mazer de Araujo.
 
by tata
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